Capítulo 4. Gerenciamento de Pacotes

Entendendo os Pacotes
Pacotes e Dependências
O Banco de Dados RPM
O Gerenciador de Pacotes RPM
Instalando e Atualizando Pacotes RPM
Removendo Pacotes RPM
Obtendo Mais Informações Sobre os Pacotes
Recuperando o Banco de Dados RPM
Utilizando Pacotes de Fontes
Gerenciando Pacotes com o Webmin
Usando o APT
Configurando o APT
Usando o apt-cdrom
Utilizando o apt-get
Criando Repositórios RPM para o APT
Synaptic - Interface Gráfica para o APT
Interface do Synaptic
Procurando pacotes
Lista e Informações de Pacotes
Gerenciando Pacotes com o Synaptic
Utilizando o Synaptic

Se você já conhece um pouco do Conectiva Linux, é provável que já tenha ouvido falar várias vezes em pacotes. Talvez até já tenha instalado ou removido alguns.

O Conectiva Linux gerencia os arquivos instalados através de pacotes. Para isso ele utiliza o RPM[13].

Entendendo os Pacotes

Na maioria dos casos, um aplicativo não é formado apenas por um único arquivo executável, mas sim por um grande número de arquivos, como arquivos de tradução (potfiles), arquivos auxiliares[14], arquivos de documentação e arquivos de configuração. Assim, é bastante complexa a tarefa de instalação de um aplicativo manualmente; ainda mais difícil é a manutenção de seus arquivos. Muitas vezes, uma nova versão do aplicativo torna alguns de seus arquivos obsoletos e então, o administrador do sistema tem de apagar o arquivo antigo para evitar um acúmulo de arquivos inúteis.

Um pacote é um arquivo que, além de conter os arquivos necessários para a instalação de um determinado aplicativo, contém também as informações necessárias para que o gerenciador de pacotes possa instalar, manter e remover programas.

Um arquivo típico de pacote se parece com o seguinte:

emacs-21.3-37707cl_i386.rpm

Estes nomes de arquivos seguem um padrão. Os nomes dos arquivos de pacotes RPM contém informações sobre a versão e a arquitetura às quais se destinam. No caso acima, o arquivo diz que se trata do pacote do "Emacs", versão 21.3, release 37707 no Conectiva Linux (cl) e que ele foi criado para plataforma Intel 386. Todos os arquivos de pacotes RPM têm o formado pacote-versao-release.arquitetura.rpm, para permitir reconhecer-se visualmente o arquivo. Você poderá encontrar também pacotes com nomes no formato pacote-versao.src.rpm. Esses pacotes não contém os binários de um aplicativo para serem instalados, mas sim os seus arquivos fontes e são (na grande maioria dos casos) independentes de arquitetura. Será mostrado mais adiante como utilizar esse tipo de pacote.

Apesar de várias distribuições de Linux utilizarem pacotes do tipo RPM, isso não significa que eles sejam iguais e que um pacote feito originalmente para uma distribuição irá funcionar perfeitamente em outra. Além dos arquivos que compõem um determinado aplicativo, o pacote RPM contém também informações de como instalar, em que local copiar os arquivos, como configurar, etc. Essas informações adicionais podem ser diferentes de uma distribuição para outra, então, para evitar problemas, o administrador deve procurar sempre utilizar pacotes feitos especificamente para a sua distribuição.



[13] RedHat Package Manager (Gerenciador de Pacotes RedHat).

[14] Arquivos diversos como imagens de ícones ou arquivos de dados.